“French photographer Laurent Chehere is known for his commercial work for clients such as Audi and Nike, but after a change of interest he left advertising and traveled the world with stops throughout China, Argentina, Columbia, and Boliva. From his numerous photographs along the way was born his flying houses series, a collection of fantastical buildings, homes, tents and trailers removed from their backgrounds and suspended in the sky as if permanently airborne. The collection of work appeared at Galerie Paris-Beijing last year with an appearance at Art Miami in December. You can see much more on his website. (via it’s nice that)”
- “AQUILO QUE NÃO SERVE PARA NADA, SERVE PARA TUDO” - P.C.F.
É tempo. É tempo de ainda ires a tempo. Tempo de esqueceres as palavras e seres os que as palavras dizem; tempo de esqueceres os poemas e seres o que os poemas são; tempo de esqueceres as promessas e seres o que as promessas demandam. É tempo de seres palavra, poema e promessa. Porque o tempo, se não sabes deverias saber, apenas se mede em suspiros. Há quanto tempo deste o teu último?
Pedro Chagas Freitas
in “EU SOU DEUS”
Quiero que siga asi.
Re.
Reame.
Recomece.
Relembre.
Remexa.
Renasça.
Recupere.
Retorne.
Renove.
Retente.
Reconstrua.
Remarque.
Rebeije.
Reapaixone.
Retribua.
Ressoe.
Reviva.
Se não der certo…
Re.↺
every end it´s a begin! :)
Não me venham com merdices. Com merdices de que a presença do amor vai para além do corpo, que é possível amar e sentir à distância como se fosse aqui, pele na pele, olho no olho. Não me venham, ainda, com a ideia de que o amor tem de ser saudável. Merda com isso. Merda para isso tudo. O amor não é saudável – é louvável. O amor é um milagre. E um milagre tem de ser, todos os dias, demencialmente, apreciado. O amor é um milagre diário – e que, para todos os dias poder ser o milagre que é, tem de receber loas e vénias e ser acarinhado e apreciado como se fosse o primeiro dos milagres. E é: o amor é sempre o primeiro dos milagres. Todos os dias, quando o amor continua a ser todos os dias, o amor é um milagre. O amor tem de ser amado. O amor não é uma empresa, não é uma reunião, não é uma associação de duas personalidades. O amor é tudo. É saber que se é aquilo, que se vive aquilo, que se sonha e acorda aquilo. O amor é saber que só se é aquilo. É claro que há os empregos e as carreiras e as obrigações e essas porcarias todas. Mas tudo isso, quando se ama, são meros espaços de passagens, irrelevantes espaços vazios: oco entretenimento para o que realmente interessa. E tu, minha mulher que amarei, tens de entender isso de uma vez por todas. Se queres ser a mulher que eu amo, tens de precisar de mim, tens de me asfixiar de ti, tens de estar, como as minhas pernas e os meus braços, em mim: sempre em mim. É claro que não é saudável, é claro que não é razoável, é claro que é insensato. Mas o amor não é saudável, o amor não é razoável, o amor não é sensato. O amor é para ser aquilo que não tem razão, aquilo que não explicação, aquilo que te tira da tua mão. O amor é para ser aquilo que te renova de ti, de um Eu que sempre foste, e que atira para um nós que nunca deixaste de ser. Depois, com o passar dos dias, se verá se ele resiste. Depois, com o passar dos dias, se verá se ele continua a ser, todos os dias, o milagre que hoje é. Depois pode até matar-te por afogo, enforcar-te por ansiedade. Mas que se dane: se isso acontecer já viveste, abençoado felizardo, o milagre de seres amor: de seres o que é, verdadeiramente, o amor. Se isso acontecer já sentiste a felicidade vezes sem conta, aquela sensação de que se a vida acabasse logo ali já teria valido a pena. Se isso acontecer já foste o deslumbramento de seres amor, a realização de seres amar. Se isso acontecer, já perdeste o ar tantas vezes, já ficaste sem respiração ainda mais tantas vezes. Ama, perde-te em amar, vive amar: sê amar. Deixa que amar te ocupe, deixa que amar te conquiste. Ama o abraço até à exaustão, ama o beijo até à devoção, ama o orgasmo até à comoção. Ama. Ama como se fosse para sempre. E quando se ama, naquele exacto segundo em que se ama, tem de se acreditar que é para sempre. Mais: tem de se ter a certeza de que é para sempre. Amar, mesmo que por segundos, mesmo que por instantes, é para sempre. E é isso, essa sensação de segundos ou de minutos ou de dias ou de horas ou de anos ou meses, que é para sempre. Ama. Ama por inteiro. Ama sem nada pelo meio. Ama, ama, ama, ama. Ama. Porque é só por aquilo que te faz perder a respiração que vale a pena respirar.
in “EU SOU DEUS” Pedro Chagas Freitas
“Eles se amam. Todo mundo sabe mas ninguém acredita.
Não conseguem ficar juntos.
Simples.
Complexo.
Quase impossível.
Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro.Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas.
Ela quer atitudes, ele quer ela.
Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro.
E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz.
Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles.E todos os dias eles se perguntam o que fazer.E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro.
E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.”
